terça-feira, 18 de julho de 2017

Banco de Teses da Capes e BDTD/IBICT: quem é quem?

O Banco de Teses da Capes está com uma nova interface e contempla as teses e dissertações defendidas no Brasil desde 1987 até os dias atuais. Anteriormente os programas dos cursos de pós-graduação strictu sensu usavam um sistema chamado Coleta Capes para informar sobre a produção docente e discente dos programas e estes dados eram coletados para o Banco de teses e dissertações. Em 2014 foi lançada a Plataforma Sucupira que substituiu o Coleta Capes. Esta nova plataforma ampliou a divulgação dos dados e permitiu, em alguns casos, o acesso aos trabalhos na íntegra. Atualmente, os dados disponíveis na Plataforma Sucupira são fornecidos pelos programas de pós-graduação nacionais. 



A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) do Instituto Brasileiro de de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) é um portal que tem o objetivo de reunir as teses e dissertações defendidas em todos o país e por brasileiros no exterior*. Atualmente fazem parte da BDTD/IBICT 105 instituições brasileiras. 



Reunir toda a produção nacional brasileira da pós-graduação é importante para o avanço das pesquisas. O ponto negativo é que o Banco de Teses, por ser alimentado por diferentes profissionais dos programas de pós-graduação, leva a algumas inconsistências na padronização, o que resulta em problemas na recuperação da informação.

A BDTD/IBICT em contrapartida possui um acervo digital de teses e dissertações que foram indexadas pelas bibliotecas das instituições participantes, onde existe um cuidado na entrada de dados para que a recuperação da informação não seja prejudicada. O ponto negativo desta base de dados é que ela depende do envio dos dados pelas bibliotecas das instituições num formato que permita a interface dos dados.

UFRJ ainda não está com a totalidade de sua produção disponível neste Portal, o que deve acontecer em breve. Para pesquisar as teses e dissertações da UFRJ use a Base Minerva.


A BDTD/IBICT e o Banco de Teses da Capes são ferramentas importantes para as pesquisas acadêmicas no Brasil e no exterior, no entanto é preciso estar atento a sua área de cobertura para que na metodologia do trabalho fique claro o que realmente foi pesquisado. 

* Dados retirados do link Sobre da BDTD/IBICT.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Livros eletrônicos Springer

O Sistema de Bibliotecas e Informação (SiBI) da UFRJ adquiriu livros eletrônicos da editora Springer que podem ser acessados na Universidade.

Para acessar de fora da UFRJ é preciso se cadastrar na página da base de dados Springer num computador da UFRJ e depois é possível acessar a coleção de qualquer lugar usando apenas os dados de login e senha cadastrados na página desta base de dados.

A coleção de livros eletrônicos contempla diversas áreas do conhecimento. A coleção que abrange os cursos atendidos pelo Centro de Filosofia de Ciências Humanas (CFCH) possui os seguintes números de títulos: Educação (1064), Meio ambiente (748), Ciências sociais (593), Filosofia (556), Psicologia (422), Ciências políticas e Relações internacionais (165) e História (66)
Passo-a-passo para acessar os Livros Springer:
- Acesse http://link.springer.com num computador da UFRJ ou ligado a rede wi-fi.

- Faça o cadastro clicando no link na parte superior a direita. Com este cadastro é possível acessar os livros fora da UFRJ.
- Na página da Springer selecione a disciplina (Educação, Psicologia, Ciências sociais, Ciências políticas e relações internacionais, Meio ambiente, História ou outras). 
- Clique para desmarcar o preview only content

- Verificar a coluna a esquerda onde aparece o tipo de conteúdo (capítulos, artigos, papers, livros, proceedings e revistas) 
- Basta clicar na opção (books) e acessar o títulos disponíveis.


Em caso de dúvidas no uso da base de dados Springer procure a Biblioteca.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Vitrine da Memória: Caio Prado Júnior e suas ideias

v. 6, n. 1, jan.-jun.2017

Neste número, o boletim Vitrine da Memória junta-se ao evento “Revolução em Imagens” promovido pela Decania CFCH/UFRJ, em exibição de 3 de maio a 28 de julho de 2017, no “Espaço Memória, Arte e Sociedade Jessie Jane Vieira de Souza” e, traz como tema, o autor Caio Prado Júnior.
 
O evento “Revolução em Imagens” consiste na exposição de fotografias e cartazes e na exibição de filmes seguida de debates sobre a Revolução Russa de 1917.
 
Mais informações sobre a exposição acesse


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Coleção Cinema Brasileiro Contemporâneo

Fonte: Labareda (2017)
Recebemos da Agência Nacional do Cinema (ANCINE) uma coleção de 79 filmes nacionais que já estão disponíveis na Base Minerva para empréstimo na Biblioteca do CFCH.

A ANCINE regula e fiscaliza o mercado do cinema e do audiovisual no Brasil. Em função do lançamento do Programa de fomento à promoção de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras de longa-metragem, foram lançadas 12 caixas contendo DVDs e livretos sobre os 79 filmes da coleção. Coube ao Labareda criar o design do box dos DVDs e o projeto gráfico das caixas da coleção e dos livretos, bem como a diagramação destes. Fonte: Portfólio Labareda.

Confira os títulos!


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Reabertura do Espaço de Leitura e Hemeroteca


O Espaço de Leitura e Hemeroteca da Biblioteca do CFCH/UFRJ já está em funcionamento!

Espaço de Leitura
O horário de atendimento é das 09:00 as 21:00hs

Hemeroteca
O acervo de periódicos impressos está disponível para consulta local.

Aguardamos sua visita! 

terça-feira, 14 de março de 2017

Março está repleto de novidades!

Eventos e datas comemorativas vão permear este mês:

06/03 a 10/03/2017 - Semana de boas vindas na ECO. Março começou com a semana de boas vindas para os calouros da Escola de Comunicação. O evento intitulado ECOMEÇO, contou com uma palestra sobre a Biblioteca do CFCH;

08/03/2017 - Dia Internacional da Mulher. Para comemorar, preparamos uma surpresa para os usuários, distribuímos brindes para as usuárias da biblioteca;

12/03/2017 - Dia do Bibliotecário.

13/03/2017 - Aniversário da Escola de Comunicação e para celebrar a data, a professora Cristina Rego Monteiro da Luz, vice-diretora da unidade, mediou um talk show do qual participaram os jornalistas Fátima Bernardes, da Rede Globo, Paula Ferreira, do jornal O Globo, e Fernando Molica, da Rádio CBN.

E para finalizar... em 2017, o Centro de Filosofia e Ciências Humanas  completa 45 anos!




segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Inep, biblioteca e avaliação de cursos superiores


As universidades são avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC) e a autarquia responsável por esta avaliação é o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Tem por finalidade autorizar, reconhecer e renovar o funcionamento dos cursos. As universidades públicas possuem autonomia para a criação de cursos, porém quando a primeira turma se forma acontece a visita para o reconhecimento do curso, especialmente nos cursos de Direito, Medicina, Odontologia e Psicologia. Todo o processo de avaliação dos cursos superiores é realizado com base em leis, decretos e portarias.
Em 2004 foi instituído por meio da Lei n. 10.861Sistema Nacional de Avaliação de Educação Superior (Sinaes) com o objetivo de assegurar o processo nacional de avaliação das Instituições de Educação Superior (IES), dos cursos de graduação e do desempenho acadêmico de seus estudantes, nos termos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394, de 20 dez. 1996, art. 9, VI, VIII e IX).
A avaliação das instituições de educação superior tem como objetivo identificar o perfil e o significado de sua atuação, por meio de suas atividades, cursos, programas, projetos e setores, considerando as diferentes dimensões institucionais. Existem dois tipos de avaliação: a autoavaliação (interna) e a avaliação externa.
A autoavaliação é realizada por meio da Comissão Própria de Avaliação (CPA)  e os resultados apresentados a cada 3 anos. A Comissão Nacional da Avaliação da Educação Superior (CONAES) possui as diretrizes e roteiros para a autoavaliação.
A avaliação externa é realizada pelo Inep a partir dos instrumentos de avaliação e dos relatórios de autoavaliação.
As dimensões são avaliadas respeitando a diversidade e as especificidades das diferentes organizações acadêmicas, inclusive o número de cursos de pós-graduação. Estes cursos são avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). 
A avaliação dos cursos de graduação tem por objetivo identificar as condições de ensino oferecidas aos estudantes, em especial as relativas ao perfil do corpo docente, às instalações físicas e à organização didático-pedagógica. O Projeto Pedagógico dos Cursos (PPC) é o documento que possui a ementa das unidades curriculares (disciplinas) com as bibliografias básicas e complementares, além de informar quais periódicos e bases de dados usadas no curso.
A avaliação do desempenho dos estudantes dos cursos de graduação é realizada por meio do Exame Nacional de Desempenho do Ensino dos Estudantes (ENADE).
A comunicação da IES com o Inep é realizada por meio do Procurador/Pesquisador institucional. As informações relativas aos cursos de graduação são cadastradas no Sistema e-MEC, instituído por meio da Portaria normativa n. 40 em 2007. O procurador é responsável pelas informações inseridas, pelo acompanhamento dos processos e por informar os prazos e os documentos necessários a tramitação dos processos.
A Biblioteca precisa conhecer o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), o Projeto Pedagógico dos Cursos (PPC) e os relatórios de autoavaliação. Em todos estes documentos existem diretrizes que precisam ser observadas para atender as exigências de avaliação da IES.
Instrumento de Avaliação para Renovação de Reconhecimento de Cursos de graduação  apresenta na dimensão 3 – instalações físicas, nos itens 3.3, 3.4 e 3.5 diretrizes específicas para o acervo da biblioteca:



3.3 Livros – bibliografia básica
Conceito referencial mínimo de qualidade:
Quando a bibliografia básica atende aos programas de todas as disciplinas / unidades curriculares do curso, na proporção de um exemplar para oito (8) alunos previstos para cada turma, referentes aos títulos indicados na bibliografia básica (mínimo de três (3) títulos), e está atualizada e tombada no patrimônio da IES.

3.4 Livros – Bibliografia Complementar.
Conceito referencial mínimo de qualidade:
Quando a bibliografia complementar atende adequadamente às indicações bibliográficas complementares referidas nos programas das disciplinas / unidades curriculares.

3.5 Periódicos, bases de dados específicas, revistas e acervo em multimídia.
Conceito referencial mínimo de qualidade:
Quando existem: assinaturas de periódicos especializados, indexados e correntes, sob a forma impressa ou informatizada; bases de dados específicas (revistas e acervo em multimídia), que atendem adequadamente aos programas de todos os componentes curriculares e à demanda do conjunto dos alunos matriculados no curso.


Para atender os itens 3.3, 3.4 e 3.5 acima é necessário que a biblioteca tenha acesso aos relatórios de autoavaliação, o PPC e o PDI da instituição. A biblioteca ao formular a sua política de desenvolvimento de coleções precisa destes dados para criar diretrizes para a aquisição na modalidade compra e na modalidade doação e o possível descarte da coleção. Além de planejar a infraestrutura física dos espaços da biblioteca para atender aos requisitos do Inep.

Links úteis
Sinaes
Legislação e normas da Educação superior
Instrumentos para atos autorizativos de cursos

Sugestão de leitura


FERREIRA, Sheila Paula da Silva. Impactos da avaliação do Inep sobre o desenvolvimento de coleções das bibliotecas da UFRJ. 2016. 111f. Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia) – Programa de Pós-Graduação em Biblioteconomia, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016. 

RISTOFF, Dilvo; GIOLO, Jaime. O SINAES como sistema. Revista Brasileira de Pós-Graduação, Brasília, DF, v. 3, n. 6, 2006.